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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Peguem ao colo!

"Peguem! Peguem nele!! Andem lá, vá! Peguem lá!"

Parecia que estava a ver um jogo de futebol e que percebia alguma coisa do assunto - percebo tão pouco que, quando me perguntam de que clube sou, digo que sou do Estrela da Amadora (riem-se, mas ainda nem sei bem porquê ;)). Não estava a julgar ninguém, estava tão afilita como certamente cada uma de vocês ficará quando ouve um bebé pequenino a chorar durante muito tempo. A mim pareceu-me muito. O choro da minha filha entrava-me tipo agulha nos ouvidos, mas confesso que, desde que fui mãe, o choro de todos os bebés mexe ainda mais comigo. 

(sabiam que estamos mesmo ligadas aos nossos bebés ao ponto do choro deles nos afectar muito mais do que a qualquer outra pessoa?)

Era um casal de pais. Não sei a história, não faço a mínima ideia. Sei apenas o que a minha cabeça inventou para preencher a lacuna. E a história que inventei foi que eram pais do primeiro filho e que pareciam querer continuar com a vida deles como se o bebé não lhes tivesse "tirado nada". 

"Temos de continuar a passear, a ir às compras, a viajar...". 

Acho que muitas de nós sofrem desta pressão por se ver tantas mães por aí a fazer isto e só se conhecer o lado positivo. A verdade é que também há mães que conseguem fazê-lo e serem muito calmas com tudo isso, mas este não era o caso. 

O bebé estava a ser transportado no carrinho de bebé e chorava desalmadamente. O pai e a mãe estavam à espera que o elevador chegasse, abrisse, mas estava a passar uma eternidade. O pai tentava acalmar o miúdo pondo-lhe a chucha na boca. A mãe parecia-me hirta, provavelmente ainda a tentar processar tudo o que tinha acontecido na vida dela nos últimos dias/meses. 

O bebé continuava a chorar. O pai a tentar a chucha. A mãe sem alma (tantas nos podemos relacionar com isto, caramba). O bebé gritava. 

O elevador não vinha. Nunca mais. 

Finalmente o pai pegou nele ao colo. O bebé parou de chorar. 

Eventualmente chegou o elevador. Não sei se o bebé terá voltado a chorar ou nem por isso. Sei que parou e que foi uma tentativa maravilhosa de consolar o bebé: dando-lhe colo. 

Vi que, numa equipa, quando um não pode/não consegue/não vê, o outro tem um papel fundamental de se chegar à frente, dando a resposta que será sempre a certa: amor. 

Vi também que, muitas vezes, achamos que sabemos o que os bebés precisam, que estarão a chorar, por exemplo, porque querem ser alimentados e, como não temos ali oportunidade, achamos ser preferível deixá-los no carro a chorar por não "podermos ajudá-los". Mas podemos. 

Mesmo que continuem a chorar, é sempre melhor chorar ao colo da mãe. Ou do pai. Ou de quem goste dele e que ele saiba. 

Parece óbvio a quem já dorme alguma coisa de jeito e a quem já terá as hormonas mais calmas, a quem tenha a vida mais resolvida, a noção de si menos atrapalhada, mas há sempre uma recém mãe, um recém pai, avó ou o que for que... no meio da gritaria, não consegue que o colo seja algo a surgir. 

Pode surgir, porra. Pode surgir mesmo enquanto se aquece o biberão ou enquanto se baixa o estore para o adormecer ou enquanto... nada porque pode ser só (que é tanto) vontade de colo.

E melhor: é preciso precisarem de colo para darmos? 

Não há colo a mais. 


E recém mães e pais, não tenham pressa. A vida um dia parecerá arrumada qb na mesma, organizada na mesma, mesmo que queiram ir às compras e o bebé não aguente ou não "vos deixe". Dêem-se tempo. Aos 3. Ou 4 :) 




quarta-feira, 16 de maio de 2018

Estou K.O.!

Assumo, dei o berro. Nem mesmo depois de um fim-de-semana prolongado, a dormir bem durante quatro noites, recuperei. Quem não dorme convenientemente há quatro anos, como eu, sabe o que isto é. Há quem diga que se habitua, eu nunca me habituei. Não entro em delírio (mas já me passei e até gritei!), não vou para a rua de pijama (se bem que nem era uma má ideia, às vezes, ir dormir para o carro), não passo o dia inteiro a queixar-me e a carpir o quão difíceis são as nossas noites – ora porque a Isabel tem pesadelos, ou sede, ou chichi; ora porque a Luísa quer leite, colo, ou ir dormir para o chão, o que calhar, ora porque alguma tem tosse, ou as duas…- mas nunca me senti tão cansada. Nem mesmo depois de noitadas e noitadas a estudar para os exames da faculdade.

Não me sinto tão lerda como na gravidez (alguém sentiu o cérebro a carcomer-se todo e a ficarem sem memória?), mas também sei que não estou na minha melhor forma. Demoro mais um bocadinho, às vezes sinto que não estou criativa e tenho menos paciência, no geral. E eu que era uma pessoa muito positiva, divertida e de sorriso na cara para os colegas… às vezes tenho a sensação de que me devem achar mal-encarada.

Estou, pela primeira vez na vida, a tomar suplementos. Num mundo perfeito, alimentava-me sempre bem, fazia exercício diário e dormia bem (ahah que piada!), mas nem sempre consigo. Por isso, reforço o pequeno-almoço com um comprimido de Viterra Mulher (porque há vários: para bebés, crianças, adolescentes, homens, desportistas, mais de 55 anos, o clássico e agora um tal de Viterra Max Energy, novidade da marca, que se toma sem água, porque basta colocar o pó da saqueta na boca). O Viterra Mulher tem uma série de componentes que me ajudam a reduzir o cansaço, como a vitamina B12, o ferro e o ácido pantoténico que contribuem para um normal metabolismo produtor de energia, além de ter muitos outros minerais e vitaminas, com reguladores hormonais e antioxidantes da pele (ansiosamente à espera que estas unhas voltem a ser duras e fortes).

Sim, o sono e o cansaço mexem com tudo isto. E entra-se às vezes numa espiral que nos enrola e que é muito difícil de combater: pouca vontade de fazer comida, de comer bem e, já se sabe, a energia é cada vez menos se não a vamos buscar aos sítios certos e sentimo-nos incapazes e deprimidas.

Já estou a reverter a situação. Ainda acordo duas ou três vezes por noite mas já não sinto que me passam dois camiões por cima, já passa só um. A caminho da Joana esperta e divertida. Fresca e fofa.


Colegas do trabalho, eu sou fixe, a sério que sou.





Os produtos da gama Viterra são SUPLEMENTOS ALIMENTARES. Não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado e equilibrado e de um estilo de vida saudável. Não exceder a toma diária recomendada. Manter fora da vista e do alcance das crianças. O consumo dos produtos não é recomendado em caso de hipersensibilidade a qualquer um dos ingredientes. Para mais informações consultar a rotulagem.



*Post escrito em parceria com a agência de comunicação


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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Devíamos pedir autorização para lhes mudar a fralda.

No vídeo que se segue, a especialista em educação sexual Deanne Carson referiu que, para se mudar as fraldas aos bebés, se deveria pedir autorização (enquanto se falava sobre tentar construir uma cultura que atente ao consentimento, num canal australiano). Mesmo que estes ainda não verbalizem, podemos estar atentas à sua linguagem corporal e prosseguir apenas depois de haver espaço para o fazer. 





Mesmo que o cabelo e o aspecto da senhora não puxe pela credibilidade por parte de algumas de nós (o que também não está certo), o que será que podemos retirar daqui? Obviamente que não é para aceitar tudo o que se lê na internet (mesmo as coisas que a Joana e eu escrevemos), no entanto, podemos - se tivermos disponibilidade para nos questionarmos sobre as coisas - pensar um pouco sobre isso. 

Isto leva a muitas outras conversas em que, em resumo, os "filhos não nos pertencem". Eles não são nossos e claro que me leva a pensar novamente nisto de fotografar a miúda e de a publicar nos posts e de a associar a publicidade paga, claro que sim. Acima de tudo, acho que devemos ter tempo para pensar e para discutir para que as nossas decisões sejam conscientes. Parentalidade consciente, ao invés de reagir automaticamente, porque às vezes o que nos surge automaticamente não é o que queremos mesmo fazer. O meu instinto, por exemplo, quando a Irene faz birras, é levantar a mão para lhe bater. E tenho trabalhado muito para encontrar alternativas e soluções.

Voltando à vaca fria:

Quando se pensa pela primeira vez nalguns assuntos, o nosso reflexo poderá ser rir, gozar com o assunto ou com o cabelo da senhora, escrever comentários negativos à blogger que escreveu o post (eheh), etc. O ideal, será que, algures ao longo da semana surja o pensamento e que nos debrucemos um pouco. 

O que é que esta senhora quer dizer? Parece-me ter um intuito muito bom. As crianças têm de ser tidas em conta como pessoas e não como "empecilhos". "Ai não queres? Queres, queres!". Há vários exemplos de que a nossa cultura tende grandemente a não ouvir e respeitar as crianças como quando insistimos que dêem um beijo a alguém quando não querem ou em abraçar quando uma criança também não quer ou dar a mão quando a criança não quer, etc.

A criança tem direito a não querer. A criança é pessoa. E nós, por muito que queiramos algo, não temos o direito de lhes impingir nada que não seja "para o bem delas". Não são nossa posse. E mesmo a forma como lhes "impingimos" tem de ser respeitadora, como gostaríamos que tivessem feito connosco. 

A maior parte delas é muito clara em expressar as suas vontades e muitas de nós (é um caminho) não somos muito boas a ouvi-las (especialmente quando estamos mais cansadas), mas é um exercício que devemos fazer. Tentar colocarmo-nos no lugar dos nossos filhos. E também no de todas as outras pessoas com quem tenhamos uma relação, para tentar perceber "de onde vêm as coisas". Estamos habituados a, quando não cabe, tentar enfiar na mesma e logo se vê. A, de olhos fechados, dobrar um bocadinho mais e, se partir, compra-se outro. No entanto, quando educamos uma criança e lhe estamos a mostrar o que é amor, não podemos entrar num "logo se vê". Não dá para comprar outro ou, mesmo fazendo outro, este vai continuar a existir por aí... 

Pedir autorização para mudar a fralda parece ridículo. Há uma parte de mim que até escreveu este tema numa lista de temas para fazer stand-up em breve, mas deixei que a ideia me caísse. O que este ritual "vou mudar a tua fralda, ok? ensina à criança e habitua os pais a fazer é dar um tempo para que a criança faça contacto visual ou reaja de alguma forma ao que foi dito. De mal não me parece haver nada. Honestamente. 

De bem? Acho que poderá relembrar os pais que a criança não lhes pertence. E que lá por estar mais "vulnerável" por ser pequenina , o nosso dever é protegê-la e não sobrepormo-nos a ela ou aproveitarmo-nos disso para fazer da parentalidade uma missão mais fácil... Aparentemente, como é óbvio. Dá muito mais trabalho ter trabalho (era mesmo isto que queria dizer). Claro que lhe vamos mudar a fralda, mas há formas e maneiras. Se, por alguma razão, a criança estiver numa fase em que não gosta que lhe mudem a fralda, é arranjar estratégias para que ela fique confortável e não mudar-lhe a fralda rapidamente borrifando-nos para o que é que ela nos está a dizer. Eles têm sempre razão, podemos é não estar a perceber. 


Fotografia The Love Project


Não é de confundir com permissividade. Autoridade não quer dizer respeito. Há coisas e coisas. Eu não deixo que a Irene atire coisas para o chão agora aos 4 anos depois de já saber que não é para se fazer. Cria-se um problema que vou tentando resolver de várias maneiras e chateio-me, claro. Porém, quero ensinar-lhe que o corpo dela é dela. 

Houve uma vez em que fui fazer uma ecografia endovaginal em que têm que por o aparelho dentro de nós e não me pediram licença. Comicamente disse: "é assim? nem um sff ou um jantarinho?". 
O nosso espaço íntimo é mesmo o nosso espaço ÍNTIMO e ele existe desde que eles são bebés. Não vejo problemas em mostrar-lhes, desde cedo, que eles é que mandam nisso. Claro que se "disserem" que não, não vão andar o resto do dia com a fralda por mudar. Ser mãe é também ser muito criativa.
Arranjar soluções. Contornar os problemas. Fazer com que os nossos filhos estejam confortáveis. 

Sei que parece ridículo. A sério que sim, mas acho que prefiro ser ridícula, ter este tipo de situações em conta e pensar nelas do que por considerar totó à primeira não deixar espaço para introduzir mudanças ou novas perspectivas na maneira como educo a minha filha. 

Quero que ela saiba que o corpo dela é dela. E que ela tem todo o direito de dizer que não ou que quem não lhe pergunte o que ela quer não está a agir correctamente. É cedo quando se muda a fralda? Sim e parece parvo, mas pode ser o início de tudo o resto estar mais esclarecido para ambas as partes e mal não faz. 

domingo, 13 de maio de 2018

Os segundos ficam traumatizados?

Estava aqui a decidir se fazemos festa de anos à Luisa, a segunda, como sabem. Faz, no final do mês, dois anos. 
Eu explico: talvez vamos viajar nessa altura e iria complicar muito encaixar uma festa antes de irmos ou depois de chegarmos. Pelo menos uma festa com tema, com cupcakes e tudo bonitinho como tenho feito. 
Mas depois pensei: quão triste ficaria ela quando soubesse, daqui a uns anos, que não teve festa de anos? Somos nós que valorizamos isto e que lhe damos mais importância do que realmente tem? Um bolo e um balão “faz a festa”? 
Para a Isabel, fiz um filme para os dois anos dela, com os melhores momentos desses 24 meses. Imprimi fotos e pus em molduras. Escrevi um diário da gravidez. Da Luísa, nada. 
Mas depois penso: será mesmo importante tudo isso? Não será mais importante estarmos juntos, termo-nos e aproveitar esses momentos?
E lá decidi. Se não formos viajar (ou se formos mais tarde), vamos fazer um piquenique no dia com bolo e algumas coisas básicas com avós e primos. Vou aproveitar decoração que sobrou de outras festas e dar-lhe esse miminho. 
Querem dar-me ideias de coisas fixes para ter num piquenique? Vou pedir à minha avó para fazer croquetes, rissóis, pastéis de bacalhau e um bolo de noz. Compro húmus, faço guacamole, cenouras aos palitos e espetadas de fruta e de tomate com queijo mozarella. E mais? 
Obrigada! :) 



E já agora respondam à pergunta que me levou a escrever este post: os segundos ficam traumatizados? [o meu irmão mais novo chegou a escrever uma composição uma vez chamada “pobre membro”, onde se queixava de ser o membro mais desprezado da família. Será?...]






sexta-feira, 11 de maio de 2018

Calem-se um bocadinho!

Tem mesmo que ser! 

Como vos contei há uns posts, no outro dia a Irene e eu estivémos a rever vários vídeos em que ela era pequenina e ainda estava eu toda escarafunchada do parto (e da cabeça - ainda em processo, ahah). E reparei numa coisa: não nos calamos. 

Até poderia dizer que "é só no momento dos vídeos", mas todas sabemos que isso não é verdade. É quando eles são queridos, quando estão a chorar, quando encontramos alguém, quando vamos tirar uma fotografia, quando...  Nem é o facto de falarmos muito com eles - acho que isso é suposto. 

É mais o não lhes darmos tempo para responder e imprimirmos ali um ritmo frenético assustador - agora vão dizer-me que fui só eu e que vocês são todas mães do yoga e dos óleos essenciais? 

Temos que lhes dar tempo. A cabecinha deles para ligar é como os modems antigos quando ligávamos à net. E, depois, ainda têm de aquecer um bocadinho e só depois é que reagem.

Por isso: "Como é que faz um cão?"


.
.
.
.
.
.
.
 Ão. Ão.


E não:

"Como é que faz um cão, bebé? Como faz um cão? O cão faz como? Ão??? Ão??? Como é bebé? Como é? É como? Aiii que bebé tão lindo... !"






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terça-feira, 8 de maio de 2018

Eu faço só que tu não sabes.

Há tanta coisa que nós, mães, fazemos se que eles saibam. E que, se nunca lhes dissermos, nunca irão saber...

1- Aconchegá-los à noite. 

Já estão a dormir há algumas horas mas, antes irmos dormir, vamos lá dar um aconchego. Principalmente naquelas idades em que dormem a noite toda com o rabo de fora, fica gelado e também não se tapam. 

2 - Ter momentos de pura contemplação.

Podem estar blá blá blá ou só simplesmente estar sentados na sanita e terem pedido companhia. Há momentos em que parece que tudo o resto deixa de existir e olhamos só para eles com aquele "és tão bonito ou bonita", "como é que já estás tão crescido?"



3 - Falar com a educadora/escola.

Podemos desvalorizar algumas coisas quando estamos a ouvi-los, mas ficamos "com a pulga atrás da orelha" e, sempre que se justifica, damos o toque certo à educadora ou falamos com outros pais para saber se também se passa o mesmo ou nem por isso. 

4 - Trememos quando têm dores

Quando têm dores ou desconfortos em que não podemos ser úteis, tentamos passar leveza mas, por dentro, sentimos que é injusto não podermos fazer mais nada. O "já passa" nem sempre é um "isso não é nada", é mais um "filha, não consigo fazer mais nada para te ajudar, mas gosto tanto de ti, desculpa."

5 - Comer os doces

Às vezes, quando eles desaparecem, não desapareceram sem deixar rasto. Às vezes tinhas razão no número de Ovos Kinder que havia lá em casa e que parece terem acabado "muito rápido". 

6 - Inventar propriedades para alimentos

Não é verdade que a sopa te faça correr muito rápido. Não é por comeres espinafres que andas a saltar mais alto mas, se quisermos aprofundar muito a questão, também é por causa disso, vá. 

7 - Afastar e dizer nomes

Às vezes, quando nos irritamos, temos que nos afastar uns segundos para não explodir (quando conseguimos parar um bocadinho) e, nesse bocadinho, dizer umas quantas asneiras ou engolir um Ovo Kinder de uma vez só para ver se voltamos mais bem dispostas. 

8 - Dizer "depois"

E não haver depois. Tipo: "A mãe dá-te mais bolachas depois de lavarmos os dentes". E, depois (às vezes!)... Se não se lembram, problema deles :)

9 - Dizer que não havia. 

Aqueles pedidos especiais que não podemos estar sempre a satisfazer... e que sim, até fomos às compras, mas não... "que esquisito, mas a mãe não viu!". 

10 - Ficar às vezes em stand-by depois de adormecerem

Muitas vezes estamos cheias de pressa, loucas para que eles adormeçam e, depois, quando finalmente adormecem ficamos com saudades. Ou, então, ficamos ali ainda mais alguns minutos enquanto estão a dormir para apreciar... e cheirar... 


Fotografias - Yellow Savages

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Mudei ao ser Mãe e não tenho pena

Andava sempre atrás não sabia bem do quê. Insatisfeita, sonhadora, exigente. Comigo, com a vida, com os outros. Sôfrega. Intensa. A só estar bem aonde não estava. A desejar ser mais magra, mais inteligente, mais bem-sucedida. A querer ter uma cara mais fina e sem marcas do acne. A desejar ter uns joelhos que me permitissem usar calções. A rezar para não me fazerem perguntas de cultura geral inesperadas porque não queria ficar mal, afinal tinha acabado com 18,6 o 12.ano. A desejar ser amada. A acreditar que um dia poderia viajar muito e ter casa própria. Mesmo sendo jornalista.
Seria muitas coisas ao mesmo tempo se fosse preciso. Quis ser muitas coisas, conhecer muitas coisas, conhecer muita gente. Continuar a ler, a ler muito, sempre. Ser boa filha, boa namorada, boa amiga e boa profissional.
Até que fui Mãe. E as prioridades mudaram. Quase todas. E, de forma inesperada, ao mesmo tempo que chegou o caos - das mamas a pingarem leite no meio do centro comercial, da miúda que não mamava comigo sentada (tinha de andar em pé), do sentir que perdi alguns amigos, que perdi muito do que era, de não conseguir almoçar porque tinha de dar mama e adormecer e o tempo passava a correr, de não conseguir perceber se o choro seriam cólicas ou dentes ou... apesar de todo esse rebuliço confusão e dor; eu comecei a respirar fundo. A acalmar mais um bocadinho. A não exigir tanto do meu corpo e da minha cabeça. Eu queria ser bonita, agora quero ser bonita principalmente aos olhos delas. Eu queria ser bem sucedida, mas agora quero mostrar-lhes que isso de ter uma carreira é muito relativo e que podemos descobrir outros talentos que consigamos conjugar melhor com o que não queremos mesmo perder. As estrias tornam-se secundárias. O desejo de ter o corpo de qualquer uma das campanhas de fatos de banho cheios de folharecos já só me faz rir e não me deixa frustrada. O verbo ter é substituído mais vezes pelo ser. Há sonhos, claro que há. Mas são mais simples. 
A caminho dos 32, duas filhas maravilhosas, o meu melhor amigo é meu namorado (e futuro marido), temos saúde, Netflix e mais uma série de coisas boas nas nossas vidas. Está tudo bem. E eu sou menos ansiosa, exigente e mais consciente. Mudei ao ser Mãe - muito - e não tenho pena.






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domingo, 22 de abril de 2018

E quando eles querem levar brinquedos para a escola?...

Ando fartinha. Por mim, acabou-se. Com esta idade, nem sempre vai lá só com explicações. Estou a pensar criar mesmo uma proibição. 

Então não é que primeiro veio a Lady Bug, que ela tanto queria nos anos, com menos uma perna e, agora, a boneca linda de pano da MariUp perneta e sem saia? 

Já há muito tempo (anos?) que a Isabel gosta de levar brinquedos para a escola. Brinquedos e livros. E o relógio novo. E os cromos dos dinossauros e dos staóques (Star Wars). E...
Eu até gostava da ideia se fosse realmente para partilhar e emprestar, mas desconfio que seja só mesmo por vaidade. Sem julgamento. Faz parte. Eu percebo. Ela já gosta de mostrar, de explicar quem ofereceu, fica toda orgulhosa. Tudo bem.
Mas, ao mesmo tempo, tudo mal! Não adoro o princípio (sim, sim, somos todos um bocadinho assim) e fico a pensar que se calhar não é simpático para os miúdos que não têm acesso a tudo o que ela tem. E, depois - e é esta a minha principal "zanga" - não gosto de ver os brinquedos dela assim, todos estragados!... As bonecas personalizadas eram duas irmãs, a Luísa e a Isabel, e agora é isto.
E, sinceramente, não a vi assim tão chateada quanto isso, apesar de adorar ambas as bonecas... Será que, por terem muitas coisas, estes miúdos já não valorizam tanto os bonecos? 

Pensando mais a fundo nisto, acho que os miúdos na escola deviam brincar com brinquedos da escola e pronto. Se calhar, se se criasse a regra deles não poderem levar coisas de casa, a não ser que lhes sejam pedidas, seria melhor para todos. Será? O que acham disto? Estou a fazer uma tempestade num copo de água, é isso?

Bonecas personalizadas - MariUp
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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Por que é que é preciso mães como a Carolina Patrocínio

A primeira vez que espumei da boca a ler críticas relativamente à imagem fit da Carolina, estava ela grávida da primeira filha. Foi há quatro anos. Não era nada comigo, que também estava grávida, mas era. Foi num grupo de mães do Facebook. Não era nada comigo, mas senti que ninguém devia julgar os outros só pelo que se vê ou pelo que julga ver. Não era nada comigo, mas senti que tinha de a defender. Não faço juízos sobre juízos relativamente à imagem, ao bonito e ao feio. Será sempre subjectivo e cada um terá liberdade para expressar opiniões. Fiz juízos sobre os juízos que se faziam quando diziam que não era “normal”, que era “fútil” ou que colocava a saúde da filha em risco. Nem me consegui sequer rir da ignorância, não tinha sequer piada. É preciso haver mães como a Carolina para mostrar que a prática de desporto, quando continuada, quando acompanhada e quando nada na saúde da grávida aponta em contrário, faz bem. Foi preciso a Carolina dar o corpo às balas para se provar que, contrariamente ao que pessoas que não são médicas nem preparadores físicos sentenciavam, estava tudo OK.

Foi preciso uma segunda gravidez, levada da mesma forma, para que se provasse, mais uma vez, que há várias formas de se encarar uma gravidez e um pós-parto. Que nem toda a gente reage da mesma forma, tens as mesmas necessidades e vontades. E que as mães que sentem vontade de ir correr, sair com o marido ou desanuviar não estão a negligenciar os seus filhos (pleaseeeee). Podem vir dizer que “com ajudas também eu” que eu quase que punha a mão no fogo em como muitas de nós, nem mesmo com ajudas, teria a motivação e a força interior para acordar às 6h30 ou lá o que é para ir treinar.

Não precisamos de fazer um altar à Carolina, mas caraças, não custa muito dar a mão à palmatória e dizer que ela tem garra.

Não precisamos de lhe tirar o chapéu, mas caraças, não vamos, retirar-lhe mérito e, pior, arranjar sempre forma de a tentar puxar para baixo.



É preciso haver mães como a Carolina para que percebamos, de uma vez por todas, que somos todas diferentes, que temos vidas diferentes, prioridades diferentes e formas de estar diferentes. Que não são uns brincos, uma maquilhagem e um ar sereno de quem teve aparentemente um filho de forma fácil que lhe retira o poder e a força quase divina da maternidade. Nem todas temos de carpir, sofrer e fazer queixinhas. Há quem canalize as suas energias para outras coisas e há quem decida encarar o caos da maternidade de forma diferente daquela que escolhemos. Todas estão bem.

Se nos apoiássemos mais e odiássemos menos, sairíamos todas a ganhar.

Já eu, adorava ter a garra da Carolina para treinar. Mas não me ponho a arranjar desculpas nem a subvalorizar o esforço dela para me sentir melhor. Nem me ponho a carpir e a invejar vidas alheias. Não preciso disso para me sentir bem. Aceito a minha vida como ela é, o meu corpo como ele está (pelo menos por agora) e lido bem com as minhas escolhas, dentro daquilo que eu posso escolher.


A Carolina não precisa de nos pedir desculpa por ser como é. Nem nós temos de tentar ser como ela. Aceitemo-nos.

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