Mostrar mensagens com a etiqueta Joana Paixão Brás. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Joana Paixão Brás. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

5 coisas que eu não gosto no Natal

Adoro o Natal. Sou pessoa para ir no carro feliz da vida a ouvir as músicas batidíssimas. Sou pessoa para só desfazer a árvore lá para 20 e tal de Janeiro, cheia de pena. Sou pessoa para adorar distribuir os presentes à meia noite, depois de já estar tudo refastelado de tanta comidinha. Mas é uma época agridoce, por razões parvas mas por outras um bocadinho mais sérias. Eis as coisas que não gosto muito no Natal:

- Não gosto de já não acreditar no Pai Natal. Metade da magia foi-se no dia em que descobri, ora bolas. No entanto, consegui recuperá-la no dia em que deixei migalhas de bolacha e leite para que a Isabel pensasse que tinha sido o Pai Natal, à sua passagem lá por casa. Impagável aquela expressão nos olhos.

- Não gosto da falta que as pessoas que já se foram nos fazem, principalmente do meu tio Jorge, que partiu cedo demais, há quatro anos, e que animava a sala inteira com aquele vozeirão e aquelas gestos de maestro.

- Não gosto de andar a saltar de capelinha em capelinha, entra e sai do carro, viagens grandes no dia de Natal, mas para nós é importante estar perto de todos os que nos são próximos, por isso, faz parte, o resto compensa.

- Não gosto da fruta cristalizada grande por cima do Bolo Rei (blecc) nem de ficar a pesar mais 3-5 kgs depois das festividades (quem manda ser gulosa, gulosa, gulosa?).

- Não gosto do consumismo desenfreado nesta altura do ano, não gosto, não gosto. Acho um exagero e que cada vez mais faz sentido oferecer-se presentes só às crianças (e com moderação!) e, dando aos adultos, só à família mais nuclear. Já o faço há uns anos, continuarei a fazê-lo.










Decorações de Natal - Momentos Com Design

Fotografias - The Love Project


Sigam-me também aqui: 

a Mãe é que sabe Instagram
 

Já é Natal cá em casa!

Luzinhas, árvore na parede, casinhas de cartão, coroas, suportes para velas, vinil no vidro da sala, uma mini-árvore em cartão, um calendário do advento e palavras com aquilo que mais importa nesta época. Dito assim, parece muita coisa, mas acho que as nossas decorações de Natal estão tal e qual o que eu queria: simples, minimalistas, especiais. Desafiei a querida (é mesmo querida!) Filipa da Momentos Com Design a deixar a nossa casa mais bonita e ficou tudo ainda melhor do que eu tinha imaginado. Está acolhedor, mágico. Nesse mesmo dia tive cá amigos a jantar e queriam levar tudo para casa deles. É que nem pensar. Podem encomendar alguns destes elementos na página do Facebook da Filipa e contratá-la para decoração de festas, de eventos: ficam tão bem entregues, palavra!

Para retratar este ambiente, claro que não podia cá faltar a Joana Bandeira do The Love Project, que vai acompanhando o crescimento destas garotas e registando os momentos mais importantes das nossas vidas. Uma excelente prenda de Natal é um voucher com uma sessão The Love Project para oferecer! Fica a sugestão.


Preparados para 30 fotografias, no mínimo, com espírito de Natal? Ho-ho-ho!

Os vestidos deste Natal são da Kolor Kids
  Laços Lemon Hair Lovers

















Só para avisar que eu "estraguei" esta árvore de natal na parede fantástica, pondo-lhe uma gambiarra preta, ok? Mas à noite fica bonito!










Olhem só os fofos.










Sigam-me também aqui: 

a Mãe é que sabe Instagram

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Fim-de-semana cheio de coisas boas e segunda-feira sem ansiedade.

Há fins-de-semana em que não quero marcar nada. Ficamos por casa a fazer bolachas, a pintar, a dançar e a conversar. A fazer as lides, umas vezes com mais vontade que outras. A fazer cócegas, todos de pijama. Esse tempo faz-nos falta, como família. Mas depois há outros em que me apetece aproveitar tudo e ter o melhor dos dois mundos. Ir à rua apanhar sol, ou fugir da chuva, estar com amigos, com família, ir ao cinema, fazer uma refeição fora (e a verdade é que fora de casa parece que elas fazem menos birras, sem falar que sabe bem às vezes não nos preocuparmos com a loiça...).  Este fim-de-semana sentimo-nos de volta à cidade que nos viu partir há quase dois anos. Sabe bem estar de volta. Receber os amigos em casa para um sushi, com as miúdas já a dormir, ir ao cinema só com a Isabel (fomos ver o Estrela de Natal), ir tomar o pequeno-almoço fora, ter o avô a contar-lhe uma história, fazer peixinho no forno, ir visitar a avó com os tios, ir às compras, decorar a casa para o Natal... houve de tudo. E nem sequer senti que tenha sido uma correria. Foi bom, completo. 2a feira chegou e com ela uma semana cheia de memórias.

Antes de nos decidirmos vir para Lisboa, andava a ficar nervosa com a chegada das segundas-feiras, dia em que ficava deprimida e ansiosa por me sentir sozinha. Sozinha em casa. Horas e horas em que não abria a boca para falar, a não ser que fizesse stories. Não queria mais aquele silêncio todo, já não me estava a fazer sentido. Agora, apesar do tempo parecer correr muito depressa, sinto que todos os minutinhos contam, nem vos sei explicar. Estava na hora.

Fiquem com o meltingpot do fim-de-semana:

O avô contou duas vezes a história A Estrela do Mar, da Fernanda Velez, à Isabel. Muito querida!

Jantar em casa: Sushiiiiiiiiiii.

Com uma das (ou A) mulher mais bonita de Portugal, por dentro e por fora. Uma inspiração!
Apanhada a comer ou a armazenar comida nas bochechas. Foto da Rita Ferro Alvim.


No Corações com Coroa Café, um projecto que têm de ir conhecer em Belém!

Mãe, o filme do pai, os "Stauós"!

Amanhã mostro-vos as decorações de Natal e a sessão em casa com estas miúdas <3 com The Love Project



E vocês, o que fizeram no fim-de-semana? Já começaram a despachar as prendinhas? Por aqui ainda nada, para não variar... ;)



Sigam-me também aqui: 

a Mãe é que sabe Instagram

domingo, 10 de dezembro de 2017

Vejam estas imagens e vão lá procriar.

Apeteceu-me escrever este título, que marota que eu sou. 

Ontem, quando estávamos no Corações com Coroa Café, que, já agora, aconselho vivamente (além de ser um espaço muito agradável e a carta estar nas mãos do Chef Kiko, estão a ajudar a associação que, por sua vez, ajuda mulheres e meninas, tendo um papel preponderante no futuro destas, e por isso, de comunidades e de gerações futuras), uma pessoa disse-me que nunca tinha visto irmãs tão amorosas, a darem-se tão bem. Concordo. Muito queridas, muito meigas, uma ternura. Foi ver a Isabel a receber a irmã, que chegou mais tarde, a ir mostrar-lhe o espaço, de mãos dadas. É de um encanto e de uma magia sem fim. Era bom que esta história acabasse assim. E acaba. Mas, pelo meio, há safanões, palmadas, birras de meia noite. Faz parte. Gostava de ajudá-las a entenderem-se melhor, mas faz parte, digo eu. Acaba sempre em bem, mais não seja porque acabam por se distrair das quezílias. Passado um bocado, lá estão elas a brincarem, a fazerem estragos juntas, a jogar às escondidas à maneira delas. Apanhei-as hoje a dançarem e cantarem ao espelho. A Isabel a tocar guitarra e a Luísa a dançar. As duas a brincar com os coelhinhos na casa. As duas a saltar na cama (calçadas, blecc, culpa minha). Vejam estas imagens e vão lá procriar, caso estejam com dúvidas pequeninas (se tiverem das grandes, não o façam. Quer dizer façam mas com precauç... Bem vocês sabem). Ter dois seres destes, que são um trabalho do caraças mas que nos dão uma alegria imensa, foi a MELHOR DECISÃO das NOSSAS VIDAS.
Pronto, já disse. 










Coisinhas de que possam ter gostado:
Roupa: Tsuru
Guitarra: Fragosa 


Sigam-me também aqui: 


a Mãe é que sabe Instagram

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Pedido de desculpas à mãe que nos convidou para o aniversário da filha

Há cerca de um mês e meio, talvez, recebemos um convite para o aniversário de uma coleguinha da creche da Luísa. Achei engraçado, pensei que era muito simpático, levei o convite para casa e... Nunca mais me lembrei dele.
Nem dele, nem na data, nem de responder.
Eu ficaria zangada ou triste se as pessoas não se dignassem a responder ao meu convite para um aniversário. Com um não ou com um sim, o mínimo é haver uma mensagem, uma chamada, algo a agradecer. Parece-me óbvio que a boa educação assim o dite. Boa educação ou só um bocadinho de sensibilidade.

No entanto, eu não as tive. Nunca mais me ocorreu. Isso não faz de mim má pessoa, faz de mim uma pessoa que falha. Eu não sei se não teria ficado fula com alguém que não se desse ao trabalho de sequer responder, mas a verdade é que, nesta vida corrida e tão cheia de tudo, às vezes podemos esquecer-nos. Não invalida que saibamos pedir desculpa.

E vocês? Como reagiriam?



Sigam-me também aqui: 


a Mãe é que sabe Instagram

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Carta de um pai para a filha

"Lembro-me de ti…
Lembro os nossos momentos em frente ao espelho quando te enrolava metodicamente o cabelo, o teu olhar vaidoso quando te dizia que nunca tinha visto ninguém tão bonito;
Lembro quanto te vesti o macacão colorido comprado na zara, pedi para rodares e tu rodopiaste;
Lembro as nossas boleias, surfadas atabalhoadamente nas ondas da Cabana do Pescador;
Lembro quando te aconchega à noite;
Lembro as horas infindáveis e os passeios no quarto quanto te socorria as cólicas nocturnas, deitava-te sobre o meu braço, tão pequena que eras;
Lembro-me do teu choro;
Lembro-me das tuas gargalhadas, do teu olhar feliz;
Lembro-me quando dançavas, trémula ao início, com aquele olhar do tipo… sou linda?;
Lembro-me quando cantavas, quando todos os meus sentidos se guardavam para ti;
Lembro-me de chorar e de rir com as tuas conquistas;
Lembro os teus beijos, os teus abraços e quando dizias gosto muito de ti;
Lembro quando deitavas a cabeça no meu colo, e o quanto isso me apaziguava;
Lembro-me de pensar que iria sempre lembrar todos os nossos momentos juntos;
Lembra-me para nunca esquecer o que é tão bom lembrar!"

Pai.


Obrigada, pai. 
Lembrar-te-ei para nunca esqueceres o que é bom lembrar. Lembrar-te-ei para que me contes sempre todas as histórias e todas as emoções. E para que as vivamos sempre, mais uma vez.

Agora, já com filhas, sei - sei na pele, nos olhos, no corpo todo - do que te queres lembrar. Para sempre. E vejo-me nelas, há 30 anos, no teu colo. É como voltar a ele. Voltar a nós. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

À minha amiga que perdeu a bebé, antes que ela nascesse.

Escrevi, há um ano e meio, esta carta à minha amiga que perdeu a bebé. Há uns dias essa amiga deu a cara, pela primeira vez, para falar publicamente sobre este assunto, ainda tabu na nossa sociedade. Não queremos falar da morte, fugimos dela a sete pés, não deixamos que os outros façam o luto, não sabemos enfrentar uma mãe e um pai que perderam um filho, antes dele nascer. E começa logo nos hospitais, com o pessoal de saúde, muitas vezes com pouca sensibilidade para o tema. Não há sequer infraestruturas para que uma mãe que tem de passar por um pesadelo destes não tenha de estar lado a lado com mães que acabaram de ter os seus filhos. Ouvem chorar, ouvem o milagre da vida acontecer, mas vão para casa sem os seus bebés, com o colo vazio. Depois, amigos e família, que se apressam a dizer que tinha de ser assim, que a natureza é sábia ou que não tarda muito virá aí outro bebé... 

É certo que neste blogue celebramos a vida, desanuviamos com disparates, mas sinto necessidade de chamar a atenção para esta questão também, que se tornou minha, há ano e meio. 

A história da minha amiga e a história de muitas outras mulheres, aqui

A carta que lhe escrevi há um ano, longe de saber todos os pormenores. 

Corajosa, Manuela. 

Alice dos nossos corações.


"Vivi, no final desta gravidez, um sentimento contraditório enorme. Uma amiga perdeu a bebé, já com 26 semanas de gestação. Não conheço a dor de perder um filho. Quando recebi a notícia, a sentir vida a pulsar dentro de mim, no meio de pontapés e mais pontapés, foi desolador. A vida e a morte, ali, frente a frente. E eu, do lado bom, da sorte, da felicidade, da vida...

Escrevi-lhe um texto e resolvi agora publicá-lo também aqui, para as dezenas de mulheres que têm de passar por esta dor e que dizem ser muito difícil de sarar. Uma dor tantas vezes incompreendida pelos outros, como se um filho não fosse sempre um filho... 

"Quis estar contigo hoje, dar-te aquele abraço, umas festinhas, partilhar as minhas lágrimas e o meu olhar de dor contigo, falar-te baixinho, passar-te a minha força. Não pude estar presente - já não estou autorizada a fazer viagens de carro para longe sozinha e não consegui companhia. 
Mas quero que saibas que me despedi da tua filha, daqui. Abracei-te mil vezes e pedi que a tua tristeza desaparecesse, todos os dias, um bocadinho mais. Não sei o que é estar aí, nesse lugar, no teu lugar. Nem me consigo colocar na tua pele, de tão grande que é o aperto. Nem estou perto de imaginar que dor é essa. Felizmente. Infelizmente para ti, tiveste de ser tu a passar por ela. "Acontece muito", "a natureza é sábia": vais ouvir de tudo e nada vai parecer amenizar essa dor. Chora, revolta-te, manifesta-te, grita, pergunta porquê, porquê tu, porquê a tua A. Faz o luto. Pede ajuda. Pede abraços. Pede silêncio. Vive, mesmo que pareça que nada faz sentido. Não faz sentido. Mas estás cá. Eu estou cá e cá estarei para te ouvir, quando quiseres. Cá estarei e o meu coração - e o que bate dentro de mim - será sempre um bocadinho teu."


Força, força a todas as lutadoras desse lado. Algumas delas - porque sentimos que é preciso dar rosto à perda gestacional - partilharam as suas histórias connosco, neste post: Bebés que não chegam a nascer.

Se precisarem de ajuda, não hesitem em contactar o Projecto Artémis.


Sigam-me também aqui: 


a Mãe é que sabe Instagram

domingo, 3 de dezembro de 2017

Primeira noite na casa nova!

Ontem mudámo-nos. Foi óptimo usar o nosso poder de síntese e escolher o que nos faria mais falta, livrarmo-nos de coisas que não nos diziam muito nem iriam ter grande utilidade, e empacotar só o que faria sentido na nossa nova casa. Está minimalista. Menos o quarto delas. Não quis que sentissem - principalmente a Isabel, que já percebe melhor - que estariam a perder e a abdicar de algo que lhes fosse especial com as mudanças. O quarto veio com o recheio praticamente todo: decoração, roupas, livros, brinquedos, jogos {já tinha feito uma selecção há uns meses, faço-o regularmente, para que vão tendo jogos e livros diferentes a rodar}.

Fizemos as mudanças no sábado e ficámos logo cá a dormir. Com cortinados postos e tudo! (só falta na sala)  Tivemos uma equipa a fantástica de amigos e família a ajudar, somos uns sortudos realmente! As miúdas estavam mais excitadas que o normal, felizes e eléctricas, e demoraram mais a adormecer. Correu tudo muito bem. Hoje acordámos e fomos tomar o pequeno almoço fora e fazer o reconhecimento da zona, parque incluído. Voltámos a Santarém para ir buscar mais umas coisinhas, com a certeza de que iremos lá muitoooos fins-de-semana certamente.

Estamos todos felizes. Cansados, mas felizes. Iremos estar os quatro juntos, todos os dias, sem excepção, e isso só pode ser bom. HOME IS WHERE OUR HEART IS. Esta agora é a nossa casa, cheia de amor e esperança. 

Amanhã as miúdas vão fazer o reconhecimento da nova escola, onde tenho a certeza de que vão ser muitoooo felizes. O projecto educativo é fantástico (movimento escola moderna), estamos encantados e tivemos o melhor dos feelings quando a visitámos, como se as peças do puzzle se encaixassem todas. Vai ser tudo feito com calma para a adaptação ser a melhor possível! 

Obrigada a todas as que vêm por bem, pela força que me têm transmitido nesta nova fase (tudo o que seja comentários com palavras como "egoísmo" ou "crueldade" não acrescentam nada de bom, escusam de se dar ao trabalho!). Estamos mesmo muito confortáveis e confiantes de que foi a melhor opção - aliás, nem havia outra que fizesse mais sentido neste momento das nossas vidas.

Vida nova! (sabe tão bem!) 



{tenho andado mais ausente do blogue e do instagram mas é temporário, Ok? Hei-de voltar com a força toda, assim que tudo assentar! Beijinhos!}

Coisinhas de que possam ter gostado:

Colcha dupla face - Snug Me
Cama casinha - Pineapple Party 



Sigam-me também aqui: 


a Mãe é que sabe Instagram